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segunda-feira, 26 de março de 2012

Ui, ele existe!



Em junho de 2011, Neil deGrasse Tyson acabava de gravar mais uma entrevista para o Big Think, site que reúne bate-papos e artigos com mentes brilhantes. Seria um dia comum na vida do diretor do Planetário Hayden, em Nova York, velho conhecido da mídia norte-americana por ser didático nas explicações sobre o universo.

Mas um gesto mudou tudo. Ao explicar porque Isaac Newton teria sido o maior cientista da história, Tyson fez a expressão que ilustra esta matéria. Os internautas, então, retiraram apenas esse trecho do vídeo e passaram a reproduzi-lo por blogs, tumblrs e redes sociais com legendas irônicas. No Brasil, a versão mais famosa foi: “Ui, eu fiz alguma coisa surpreendente e vou esnobar.”


A popularidade de Tyson começa antes de sua imagem se tornar um viral. Com 10 livros de astronomia publicados, ele recebeu a maior condecoração dada pela Nasa a um civil por sua colaboração em projetos sobre o futuro da exploração espacial.

Além disso, Tyson tem um programa de rádio, o StarTalk, em que discute assuntos de ciência junto com famosos, e já participou da série de TV geek The Big Bang Theory (Warner Channel).
 A seguir segue entrevista concedida a revista galileu, onde ele fala sobre como é ser um astrônomo que caiu na boca do povo.

Como você soube do meme com sua imagem? 
Tenho contas bastante ativas no Twitter e Facebook. Então, é como se eu tivesse milhares de olhos lá fora. As pessoas me mostram artigos onde sou mencionado. Achei curiosa essa história. Desisti de tentar controlar minha imagem.







Você sofre preconceito de outros cientistas devido à fama?


Há algumas décadas, se um cientista escrevesse coisas populares não seria visto como um igual por outros pesquisadores. Hoje, não faz diferença para meus colegas. Talvez faça alguma para os estudantes. O astrônomo Carl Sagan passou por isso nos anos 1980, quando escreveu o livro Cosmos, que virou série de TV, apresentando ciência para leigos. Mas os pesquisadores entenderam que, se o público gosta do que você faz, você recebe mais dinheiro para fazê-lo. Nosso financiamento vem dos contribuintes.


Como foi participar do seriado The Big Bang Theory?


Foi a coisa mais divertida que já fiz. No episódio, eu interpretei a mim mesmo e discuti sobre Plutão. Porque não há nada sobre Plutão que eu não tenha comentado, já que fiz parte da comissão que o rebaixou à categoria de planeta anão. Por causa disso, sofri o desprezo do personagem Sheldon [físico, o mais nerd e famoso da série].





Qual sua estratégia falar de ciência para o público leigo?


Gosto de pensar que tenho um cinto de utilidades, como o Batman. Em cada bolso, uma maneira de falar. Você é do Brasil, então, eu poderia falar sobre o fato de o país ter a terceira maior indústria aeroespacial do mundo. Se eu tenho a chance de impressionar alguém com o tema universo, me esforço. Algumas pessoas que escutam meu programa de rádio dizem que é como se eu estivesse na sala da casa delas conversando. Para mim é um grande elogio, pois mostra que estamos juntos confortavelmente falando sobre o espaço.

Recentemente você deu uma palestra sobre o declínio da ciência nos EUA. Por que isso está acontecendo?

A produção não está só caindo nos EUA, como está crescendo em outras partes do mundo. Perdemos a direção, vivemos dos avanços espaciais, mas não reinvestimos. Vai piorar antes de melhorar, eu acho.


Você acha que China ou algum outro país vai ultrapassar os EUA no futuro?

Acho inevitável a menos que os EUA invistam mais dinheiro em seu programa espacial. Meu próximo livro, “Space Chronicles” (sem título em português), é sobre se devemos voltar ao espaço. Pessoalmente acho que os EUA devem continuar a explorar o espaço porque a descoberta é divertida, mas não é suficiente para convencer o congresso. Podemos dizer que ir ao espaço de maneira grandiosa espalha a ciência pelo país. Cria-se uma cultura, as pessoas vão querer fazer pesquisa. Isso chega à educação e fazemos descobertas. Vai ajudar a economia a se recuperar.

Você imagina um programa espacial ideal para substituir o programa dos ônibus espaciais, encerrado pela NASA em 2011?

Eu diria que gostaria de ir à Lua de Júpiter com um robô. Ela é congelada na superfície, mas tem um oceano líquido subterrâneo há bilhões de anos. Eu gostaria de procurar vida lá.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Novo microscópio eletrônico enxerga um décimo do diâmetro de um átomo

Microscópio pticográfico

Pesquisadores da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, afirmam ter descoberto uma forma de "revolucionar a microscopia eletrônica".

O professor John Rodenburg e sua equipe apresentaram uma técnica, chamada pticografia, que poderá criar as imagens de mais alta resolução já vistas.

"Nós demonstramos que podemos aumentar o limite de resolução de uma lente eletrônica por um fator de cinco. Uma extensão do mesmo método deverá alcançar a mais alta resolução já obtida em imagens por transmissão, cerca de um décimo do diâmetro de um átomo," afirma o pesquisador.

Observação de amostras vivas

A técnica é aplicável a microscópios que utilizem qualquer tipo de onda e tem outras vantagens sobre os métodos convencionais.

Por exemplo, quando usada com luz visível, a nova tecnologia gera um tipo de imagem que permitirá que os cientistas vejam células vivas muito claramente sem a necessidade de estampá-las em lâminas de vidro, um processo que geralmente mata as células.

O novo método também dispensa a necessidade de colocar uma lente muito próxima de uma amostra viva, o que significa que as células poderão ser vistas através de recipientes grossos, como placas de Petri ou frascos.

Assim, as amostras poderão ser acompanhadas à medida que se desenvolvem e crescem durante dias ou semanas, sem que as observações perturbem o processo natural.

Imagens borradas

Há décadas, os microscópios de transmissão eletrônica têm permitido que os cientistas olhem através de um objeto para estudar suas características atômicas internas.

Sua maior limitação tem sido a qualidade relativamente "pobre" das lentes que são usadas para formar as imagens.

"Uma imagem eletrônica ou de raios X típica é cerca de 100 vezes mais borrada do que o limite teórico imposto pelo comprimento de onda," conta Rodenburg.

Pticografia eletrônica

A nova técnica é chamada de pticografia eletrônica, uma espécie de imageamento difrativo.

Sua grande vantagem é a eliminação da lente, com a imagem sendo formada usando programas de computador para reconstruir as ondas de elétrons que se espalham quando passam pela amostra.

"Nós medimos padrões de difração, e não imagens. O que nós gravamos equivale à intensidade das ondas - de elétrons, de raios X ou de luz - que foram dispersadas pelo objeto, o que é chamado de 'intensidade'," explica o pesquisador.

"Entretanto, para formar uma imagem, nós precisamos saber quando os picos e vales das ondas chegam no detector, ou seja, sua fase. O x da nossa descoberta foi desenvolver uma forma de calcular a fase das ondas partindo unicamente de sua intensidade," completa.

O que o programa de computador faz é, ao receber a informação do detector, reconstruir o caminho da onda difratada, identificando as características precisas do objeto que geraram seu espalhamento.

Isto permite uma resolução inédita, porque elimina qualquer aberração antes causada pelas lentes.


fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

quarta-feira, 21 de março de 2012

Seagate desenvolve técnica capaz de criar HD de até 60 TB

A Seagate desenvolveu uma nova tecnologia que, de acordo com a empresa, pode aumentar significativamente a capacidade de HDs usados em PCs, segundo comunicado postado no site oficial da empresa.

Chamada Heat-Assisted Magnetic Recording (Gravação Magnética Auxiliada por Calor, em tradução livre), a técnica permite aquecer dispositivos antes de gravar dados. Com isso, é possível colocar até 1 terabit de dados em uma área de uma polegada quadrada.

A técnica ainda está sendo aperfeiçoada, mas a Seagate afirma que já conseguiu criar um disco de 6 TB de capacidade para notebooks - atualmente, HDs de notebooks têm no máximo 1 TB. A expectativa da empresa é de criar, no futuro, HDs pequenos com até 60 TB de capacidade de armazenamento.

Como a tecnologia ainda está sendo desenvolvida, a Seagate não tem uma previsão para a disponibilização dos primeiros discos rígidos com a técnica no mercado, mas a empresa acredita que eles devem chegar ao consumidor ainda nesta década.

Asteroide Passará Próximo À Terra Em 2013

Rocha espacial se aproximará do nosso planeta a distância menor que a da Lua; ESA descarta risco de colisão



A Agência Espacial Europeia (ESA), afirmou, nesta quarta-feira (15), que um asteroide recém-descoberto vai passar muito perto da Terra em 15 de fevereiro de 2013. A rocha espacial de 50 metros chegará a apenas 24 mil km de distância do nosso planeta, abaixo da altitude de muitos satélites de comunicação.

Trata-se de uma passagem tão próxima que representa menos de 7% do espaço entre a Terra e a Lua – de aproximadamente 380.000 km. Para efeito de comparação, o asteroide 2005 YU55, que chamou a atenção da mídia e pesquisadores ao se aproximar do nosso planeta em 8 de novembro de 2011, chegou a distância máxima de 325 mil km.

No entanto, a ESA descarta qualquer risco de colisão entre o asteroide e a Terra, mas ressalta a “crescente necessidade de vigiar de forma sistemática” o entorno do planeta, uma vez que existem mais de 500 mil objetos próximos de sua órbita.

Batizada como 2012 DA14, a rocha foi descoberta no último dia 22 de fevereiro por astrônomos do Observatório Astronômico de La Sagra (LSSS), localizado no sudeste da Espanha. Os gráficos orbitais mostram que o asteroide tem trajetória ao redor do Sol muito parecida com a terrestre, mas passa a maior parte do tempo bem distante do nosso planeta.

Essa trajetória é considerada incomum pelos astrônomos e, segundo Jaime Nomen, um dos descobridores, “foi um dos fatores que dificultaram a observação do objeto, somado a sua grande velocidade angular, seu brilho tênue e outras características de sua órbita”.




IMPACTO VIOLENTO

Mas o que aconteceria se o asteroide 2012 DA14 atingisse a Terra? Segundo os cálculos preliminares, a rocha espacial tem 120 mil toneladas e produziria um choque similar ao do impacto de Tunguska, ocorrido no início do século XX acima dos céus da Sibéria, destruindo cerca de 2 mil km² de floresta.

Se o mesmo impacto ocorresse em alguma grande cidade como São Paulo, as consequências seriam devastadoras. Mas os cientistas reforçam que a distância de 24 mil km é completamente segura e que o 2012 DA14 não irá se chocar com a Terra em fevereiro de 2013.

No entanto, o mesmo não se pode dizer das futuras visitas do asteroide. A partir de 2020 até 2057, o 2012 DA14 fará uma série de rasantes bem próximos do nosso planeta, sendo que a maior aproximação prevista será de apenas 448 km em 16 de fevereiro de 2040.

Para efeito de comparação, a Estação Espacial Internacional (ISS), viaja a 386 km a cima do planeta. Mas mesmo com um valor tão próximo de nossa atmosfera, as chances de impacto permanecem muito baixas segundo os cientistas da ESA.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Game controlado pelos olhos é criado por pesquisadores

Pesquisadores da Universidade De Montford, em Leicester (Inglaterra) estão se esforçando para proporcionar uma alegria sem tamanho a crianças com deficiência física: um jogo de computador controlado apenas por movimentos dos olhos. O objetivo é criar um sistema simples, de custo baixo e de fácil operação para jovens que não podem manusear um mouse e um teclado.
A partir de um raio infravermelho, o jogo será capaz de identificar em que direção o usuário está olhando. Exclusivamente com o olhar, o jogador poderá mover um cursor e “apertar” botões. Este dispositivo, no entanto, não serve apenas para jogos: os pesquisadores esperam que ele possa servir de base para criar ferramentas educacionais às crianças com necessidades especiais.
Os cientistas explicam ter tomado como base o desenvolvimento das tecnologias touchscreen. E afirmam que será possível, em um futuro não muito distante, aumentar o realismo e a interatividade entre usuário e máquina com este “touchscreen ocular”. O desafio, conforme contam os pesquisadores, é produzir esta tecnologia a custos acessíveis para a população. [BBC]

IBM apresenta chip óptico que transmite 1 Terabit por segundo

Dados por luz

A IBM apresentou o protótipo de um sistema óptico de comunicação de dados capaz de transferir 1 Terabit de informação por segundo - o equivalente ao download de 500 filmes de alta definição.

O protótipo - batizado de Holey Optochip, algo como "chip óptico furado" - alcançou uma velocidade oito vezes superior à dos componentes ópticos paralelos já construídos até agora.

A velocidade alcançada é equivalente à banda de dados usada por 100.000 usuários dos canais de acesso à internet de altíssima velocidade, que chegam a 10 Mb/s nos países mais avançados.

Os processadores ópticos, ou processadores fotônicos, assim como os chips dedicados ao tráfego de dados pela rede, podem ser muito mais rápidos se deixarem de lado os elétrons e passarem a usar pulsos de luz.

É por isso que os engenheiros estão tentando desenvolver técnicas para a fabricação de chips baseados inteiramente na comunicação por luz, ou que sejam eficientes na "tradução" dos dados eletrônicos (transportados por elétrons) em dados fotônicos (transportados pelos fótons da luz).

Chip óptico furado

O Holey Optochip, que mede 5,2 x 5,8 milímetros, possui 48 furos feitos em uma pastilha de silício padrão.

Os furos permitem o acesso óptico pela traseira do chip a 24 canais de recepção e 24 canais de transmissão, gerando uma arquitetura muito rápida e, ao mesmo tempo, muito compacta.

O consumo de energia do chip furado é modesto, apenas 5 watts, embora a expectativa é que isso venha a melhorar ainda mais no futuro.

Este chip óptico é voltado para a transferência maciça de dados em sistemas de roteamento de redes, na chamada óptica paralela, uma tecnologia de fibras ópticas multimodo de curto alcance, tipicamente por volta de 150 metros.

A óptica paralela é diferente da comunicação serial por fibras ópticas tradicionais. Enquanto nesta a comunicação é apenas duplex, na óptica paralela os dados são transmitidos e recebidos simultaneamente, usando múltiplas fibras.

Trabalho pela frente

Embora esteja trabalhando ativamente na criação de processadores que operam com luz, a IBM afirma que a tecnologia ainda deverá demorar para vir acelerar o acesso à internet para os consumidores.

"Nós pretendemos otimizar a tecnologia para comercialização na próxima década, com a colaboração de parceiros da indústria," disse Clint Schow, pesquisador da empresa.

Lesma ciborgue é transformada em bateria viva

Até recentemente, a forma mais eficiente de gerar energia a partir de um organismo vivo era colocar um hamster para correr em uma roda. Mas pesquisadores da Universidade Clarkson (em Potsdam, no estado de Nova Iorque), nos Estados Unidos, estão conseguindo transformar lesmas vivas em “baterias”, se utilizando do açúcar do sangue do animal.

O método para isso é relativamente simples. Os químicos desenvolveram pequenos eletrodos de carbono, dotados de nanotubos que têm a função de conduzir eletricidade. Para gerá-la, tais eletrodos são combinados com determinadas enzimas para compor células de bio energia. Estas células se apropriam da glicose e do oxigênio do sangue dos animais e produzem eletricidade na transferência para o eletrodo.

Este sistema não causa danos aos moluscos. Depois de a “bateria” funcionar perfeitamente por algumas horas, basta que as lesmas se alimentem normalmente e descansem para que o sangue retorne a níveis saudáveis de seus componentes. Mesmo enquanto os eletrodos estão acoplados, elas podem viver e se movimentar sem problemas.

É claro que uma lesma nestas condições ainda produz muito menos energia do que uma pilha palito. Os cientistas afirmam que já estão desenvolvendo estratégias para aumentar o “aproveitamento energético” das lesmas, e que o mesmo procedimento também pode ser utilizado em outros animais, como minhocas e outros insetos. Além disso, é possível que haja outras substâncias nestes organismos que também possam alimentar os eletrodos.

A questão impressionante, no entanto, nem chega a ser a quantidade energética. O exército dos EUA já apresentou a ideia de que estas “lesmas energéticas” podem ser transformadas em pontos eletrônicos, que podem servir como sensores. Seria o primeiro exemplo de “sensor vivo” da história, integrado ao meio natural como nenhum outro aparato eletrônico jamais conseguiu. Algo como… uma lesma ciborgue.

Fonte: Hype Science

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

China anuncia viagem espacial tripulada em 2012

A China anunciou nesta segunda-feira (31) que em 2012 vai lançar duas naves espaciais, uma delas tripulada, como parte da construção de sua primeira estação, que deve ficar pronta em 2020.
Segundo a porta-voz do programa espacial chinês Wu Ping, a nave não tripulada Shenzhou-8 será lançada na terça-feira às 5h58 da hora local, com um foguete modificado no Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no Deserto de Gobi.

A Shenzhou-8 aterrissará dois dias depois no módulo experimental espacial Tiangong-1, que foi posto em órbita em 29 de setembro, mais um passo para a construção da primeira estação espacial permanente chinesa.
O programa espacial chinês tem previstos novos avanços para 2012, explicou Wu, com o lançamento das naves Shenzhou-9 e Shenzhou-10, que também se acoplarão à estação Tiangong-1.
"Pelo menos, uma das duas missões será tripulada", adiantou Wu em declarações divulgadas pela agência estatal de notícias Xinhua.
A tripulação já foi selecionada e está recebendo treinamento para a viagem espacial, que será a quarta tripulada depois das de 2003 e 2005, e do passeio espacial de 2008.
A porta-voz afirmou que a Alemanha participará do programa da Shenzhou-8 com 17 experiências espaciais em colaboração com a China, no primeiro plano de cooperação espacial chinês no campo da microgravidade e a vida no espaço.
Pelos dados oficiais chineses, no final de 2011 o país asiático terá lançado ao espaço 20 foguetes e 25 satélites, o que situa à China no segundo posto no número de lançamentos depois da Rússia.
Para Yuan Jiajun, subdiretor-general da Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China, em 2010 o país asiático lançou 15 foguetes e enviou 20 satélites ao espaço, números comparáveis aos dos Estados Unidos e Rússia, as duas potências mais ativas em matéria espacial.
A China possui três bases ativas de lançamento, e está construindo mais uma, porém a de Jiuquan enviou a maior parte das missões.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sonda mostra elevação três vezes maior que o Everest em asteroide

Uma imagem obtida pela nave Dawn do asteroide Vesta mostra uma elevação três vezes maior que o Monte Everest (8.849 metros de altura), a maior cadeia montanhosa da Terra. O equipamento é propriedade da agência espacial norte-americana (Nasa).
A fotografia foi feita na região polar sul do asteroide. O pico chega a 22 quilômetros de altura, quatro a menos que o Monte Olimpo, o maior vulcão do Sistema Solar, localizado em Marte.
Uma grande escarpa - uma elevação com inclinação alta e que termina em um penhasco - também pode ser vista na parte central da imagem. Os cientistas acreditam que a formação é resultado de deslizamentos de terra.

Rato ganha cérebro robótico que funciona normalmente




Uma nova pesquisa de Israel colocou um cerebelo robótico minúsculo dentro do crânio de um rato, em um esforço para ajudá-lo a recuperar movimentos.
Os cientistas colocaram o cérebro “chip de computador” em um rato com lesões cerebrais, permitindo que o roedor alcançasse uma função normal do corpo.
O chip de computador é ligado no cérebro do rato com eletrodos, e assimila informação sensorial do corpo do roedor.
Esta informação é então interpretada, e envia mensagens de volta para o tronco cerebral. As mensagens são retransmitidas para
o resto do corpo, o que dá ao rato sua capacidade de mover-se normalmente, apesar de sua lesão cerebral.
Para certificar-se de que o cerebelo robótico estava funcionando, os pesquisadores de Tel Aviv treinaram o rato para piscar quando ouvisse um som. Quando o cerebelo artificial estava ligado, o rato piscava, e quando estava desligado, ele não piscava.
Segundo os pesquisadores, essa é uma prova de que podemos registrar as informações do cérebro, analisá-las de uma forma semelhante à rede biológica, e devolvê-la para o cérebro de forma artificial.
Este tipo de pesquisa poderia eventualmente ser usado para criar membros artificiais para amputados.
Fontes: Universidade de Tel Aviv , Robótica fio , ABC News

sábado, 8 de outubro de 2011

Cientistas criam capa de invisibilidade

Cientistas da Universidade de Dallas (Estados Unidos) usaram nanotubos de carbono para criar uma espécie de capa de invisibilidade. A técnica consiste em esquentar a água até que ela chegue em uma temperatura bem alta e crie o efeito de miragem.

A água atinge 2,3 mil ºC e, combinada aos nanotubos de carbono, faz o objeto desaparecer completamente. Segundo o site io9.com, o efeito de miragem ocorre quando a luz muda de direção ao passar pelo material com densidade diferente.

Para facilitar, o site explica que o efeito é o mesmo que vemos no asfalto quente em dias de muito sol. O ar próximo ao chão é aquecido e irradiado, tornando-se menos denso do que o ar acima do chão. Quando a luz, vinda de cima, atinge o ar quente, ela volta sem ter realmente atingido no asfalto. O conceito da capa é o mesmo. No momento em que os nanotubos são aquecidos, a água ao seu redor também esquenta e os raios de luz acabam se curvando.

Para quem se animou com a ideia de ter uma capa invisível, lembre-se que a invenção só funciona dentro da água.

Veja abaixo o vídeo de demonstração.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Computadores descobrem novo tipo de ligação química



Pares reacoplados
Uma simulação inteiramente feita em computador ajudou químicos a identificarem um tipo de ligação química desconhecida até agora.
"Esse fenômeno tem implicações para toda a química," afirmou Thom Dunning, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.
Dunning e seus colegas batizaram o novo tipo de ligações química de "ligação de pares reacoplados" (recoupled pair bonding).
"Os químicos sabem há muito tempo que a química dos elementos do grupo principal, do nitrogênio até o flúor, é diferente da química dos elementos nas linhas abaixo na tabela periódica," explica Dunning.
"A questão é: o que torna o fósforo diferente do nitrogênio, ou o enxofre diferente do oxigênio? Parece que este novo tipo de ligação é uma das principais causas dessas anomalias," afirma ele.
Hipervalência
Uma das principais dentre essas anomalias é a chamada hipervalência, uma grande classe de moléculas que forma um número de ligações maior do que o esperado.
A Regra dos Octetos estabelece que os átomos querem ter oito elétrons em sua camada de valência.
Quando se sabe quantos elétrons um átomo tem em sua camada de valência é possível saber como ele irá ganhar, perder ou compartilhar elétrons para formar octetos - o que revela o número de ligações que o átomo pode formar.
Mas as moléculas hipervalentes formam mais ligações do que seria de se esperar, como se tivessem mais do que oito elétrons em suas camadas de valência.
O que os cientistas descobriram agora é que essas moléculas podem formar um outro tipo de ligação química.
Novo tipo de ligação química
Imagine dois átomos, um com 2 e outro com 1 elétron na camada externa. Normalmente, elétrons pareados não participam de uma ligação - é necessário separá-los para que o átomo forme uma ligação.
Alguns átomos, como o flúor, conseguem forçar essa separação. Um elétron do par original é "reacoplado" pelo flúor, formando uma ligação de par reacoplado com o elétron no orbital ocupado por um único elétron.
O outro elétron, que estava anteriormente pareado, está agora disponível para formar uma outra ligação.
Desta forma, tem-se duas ligações onde se acreditava poder haver apenas uma.
"O mais interessante sobre nossa teoria é que ela é uma teoria preditiva," diz David Woon, coautor do estudo. "Quando nós estudamos compostos de fósforo e cloro, nós intuímos como eles se comportariam baseados no que havíamos aprendido com as ligações de pares reacoplados nos compostos de enxofre."
E a "intuição" a partir da nova teoria funcionou, algo que não é explicado pela Regra dos Octetos.
Os cientistas agora planejam escrever um novo livro-texto de Química, dando uma nova explicação sobre como as ligações químicas "realmente" ocorrem.

sábado, 1 de outubro de 2011

Computador biológico destrói células de câncer


Biocomputador

Cientistas incorporaram um computador biológico em células humanas in vitro.
O processador biológico reconhece determinadas células cancerosas usando combinações lógicas de cinco fatores moleculares específicos do câncer


Ao encontrar as células, o computador biológico à base de DNA dispara o mecanismo de autodestruição das células, a chamada apoptose, destruindo o tumor.


No futuro, processadores biológicos desse tipo poderão ser usados para o estudo de novos medicamentos e para tratar ou prevenir doenças.


Lógica booleana biológica


Zhen Xie e seus colegas do Instituto ETH, da Suíça, projetaram um circuito regulatório que detecta os níveis de um conjunto de microRNAs expressos em uma célula-alvo.


Quando encontra uma correspondência, que só existirá nas células cancerosas, o circuito aciona o processo de autodestruição celular, sem afetar as células normais.


Xie trabalha com o Dr. Yaakov Benenson, um dos pioneiros no campo dos computadores biológicos, "circuitos" à base de moléculas de DNA que operam em células vivas.


"Os fatores miRNA são submetidos a cálculos booleanos em cada célula onde são detectados. O biocomputador combina os fatores usando operações lógicas como AND e NOT, e somente gera o resultado necessário, ou seja, a morte celular, quando o cálculo inteiro com todos os fatores resulta em um valor lógico TRUE," explica o Dr. Benenson.




Os primeiros cálculos de um biocomputador foram demonstrados pela equipe do Dr. Benenson em 2007. [Imagem: Kobi Benenson/Harvard]
Cálculo preciso


O principal objetivo da equipe é construir biocomputadores que detectem moléculas que contenham informações importantes sobre o bem-estar das células e processem essas informações para direcionar a resposta terapêutica apropriada quando a célula encontrada for anormal.


Agora, pela primeira vez eles criaram um "circuito" sintético multi-gene, cuja tarefa é distinguir entre o câncer e as células saudáveis e, posteriormente, induzir as células-alvo a se destruírem - sem a aplicação de nenhuma droga quimioterápica, por exemplo.


Os cientistas testaram a sua "rede genética" em dois tipos de células humanas cultivadas em laboratório: células do câncer cervical, chamadas de células HeLa, e células normais.


O biocomputador genético identificou e causou a destruição das células HeLa, mas não afetou as células saudáveis.


O circuito faz uma identificação positiva apenas quando todos os cinco fatores específicos do câncer estão presentes na célula, resultando em uma detecção do câncer de alta precisão.


Os pesquisadores esperam que o desenvolvimento possa servir de base para tratamentos anti-câncer muito específicos, embora o computador biológico sintético ainda esteja longe de poder ser testado em humanos.


Ficção científica possível


A seguir, a equipe pretende testar essa computação celular - filha de uma área emergente de pesquisas conhecida como biologia sintética - em um modelo animal.


Pode parecer ficção científica, mas Benenson acredita que isto é viável.


Talvez viável, mas não fácil: ainda existem problemas difíceis de resolver como, por exemplo, a inserção de genes estranhos em uma célula de forma eficiente e segura.


"Estamos ainda muito longe de um método de tratamento totalmente funcional para humanos. Este trabalho, entretanto, é um primeiro passo importante que demonstra a viabilidade de um método seletivo de diagnóstico ao nível de uma célula individual," disse Benenson.





sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Pílula que evita que se embebede - Será que você experimentaria?

No futuro, pesquisadores querem implantar um chip no cérebro para que ele faça a administração da droga em doses controladas


Cientistas da Universidade de Adelaide (Austrália) estão desenvolvendo uma pílula que deixa as pessoas alcoolizadas rapidamente sóbrias, segundo informações do Huffington Post.


O remédio limita os efeitos do álcool no cérebro e pode ajudar no tratamento de alcoólatras. De acordo com o líder da pesquisa, Mark Hutchinson, a substância, quando tomada regularmente, diminui os efeitos do álcool, tirando o prazer de beber.


"Os dependentes do álcool podem tomar uma pílula por dia ou ainda implantar um chip que faça a administração da droga no corpo em doses controladas e constantes", diz o pesquisador. No futuro, o chip implantado vai poder ser usado para encontrar bêbados e alcoólatras por meio de GPS.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Mancha solar causa tempestade geomagnética na Terra

Ejeção de massa coronal
fonte: nassa

A descomunal mancha solar 1302 lançou outra forte erupção - uma ejeção de massa coronal - que foi detectada nas últimas horas pela sonda SDO (Solar Dynamics Observatory) da NASA.

A cada três horas durante o dia, observatórios magnéticos em todo o mundo medem a maior mudança magnética que seus instrumentos gravaram durante esse período. O resultado é uma média junto com os dos outros observatórios para produzir um índice (índice Kp), que diz cientistas como perturbado o campo magnético da Terra está em uma escala de 9 pontos. fonte imagem: NASSA   

A erupção atingiu a categoria X1.9, captada na forma de um flash ultravioleta.

A ejeção de massa coronal sentida mais fortemente atingiu a Terra nesta segunda-feira, 26, marcando um índice Kp=8, em uma escala que vai até 9.

As simulações feitas pela NASA indicam que o plasma trazido pelo vento solar forçou uma forte compressão da magnetosfera da Terra, atingindo a altitude dos satélites artificiais que ficam em órbita geoestacionária.

Até agora não há nenhum relato de problemas nas comunicações.

Tempestade em andamento

Um filme feito pela SDO mostra uma onda de choque projetando-se do local da explosão, na superfície do Sol, rumo ao espaço.

Felizmente, dentre as recentes atividades dessa gigantesca mancha solar, nenhuma estava dirigida diretamente para a Terra.


Mas isto pode mudar, conforme o Sol gira e faz a mancha ficar voltada para o nosso planeta nos próximos dias.

Anteriormente, ela já havia gerado duas ejeções de massa coronal, uma de categoria M8.6, no dia 24 e uma M8.8, no dia 25.

Isso foi suficiente para que os observatórios da Terra detectassem um forte aumento na atividade magnética.

Os dados indicam que a mancha solar 1302 está crescendo, não tendo apresentado nenhum sinal de se acalmar

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ROBÔS que imita o movimento humano.

A inovação foi exibido como parte do lançamento do "IX Congresso Internacional de Inovação de Tecnologia da Informação". Especialistas dizem que seria útil para a recuperação de pacientes com deficiências motoras, ou em casa, à luz luminárias. 





Ele realizou o lançamento do "IX Congresso Internacional de Informação Inovação Tecnológica", que foi exibido em avanços tecnológicos e os programas que permitem que robôs para replicar o movimento humano. 

Este programa foi realizado por estudantes da Universidad Abierta Interamericana (UAI) e membros do Centro de Estudos Avançados em Tecnologia da Informação (Caeti). 
A utilidade principal das soluções podem ser identificados para pessoas com deficiência de mobilidade e de operar braços mecânicos e guindastes de grande porte em altura, que, assim, eliminar os riscos ocupacionais. 

Além disso, esses recursos podem ser desenvolvidos para fornecer funcionalidade dentro da esfera doméstica, para criar dispositivos com que a partir de gestos humanos podem, por exemplo,  acender  um artefato: o exemplo mais claro seria ". Basta aplauso para ligar o luz" 

A apresentação foi no preâmbulo do "IX Congresso Internacional de Inovação de Tecnologia da Informação" - CIITI 2011 "Interação Humano-Computador", organizado pelo La UAI e seu Centro de Estudos Avançados
.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Pesquisadores querem aumentar a capacidade da bateria com algas marinhas

Nos EUA, os pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia e da Universidade Clemson pode ter encontrado a encadernadora para aumentar a capacidade de lítio-íon de forma significativa. Já há algum tempo, os pesquisadores sabem que uma base de silício anodo é dez vezes mais eficaz do que um anodo à base de carbono. No entanto, o desgaste no carregamento e descarregamento era muito alta, já que o silicone se expande e danifica a camada de ligação da base de polímero. Os pesquisadores, que queriam um material de ligação ideal, descobriram que as algas, em especial as marons, podem resistir às tensões sem danos e fazem  com que o eletrólito não sofra nenhuma  reação química.
Estas algas já estão em uso em cosméticos e alimentos. Com as algas marrons, os pesquisadores podem projetar não só aumentar a capacidade da bateria por um fator de 8, mas também reduzir as substâncias perigosas na produção da bateria.
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fonte: :mactechnews (alemanha)



domingo, 11 de setembro de 2011

Dispositivo de Memória poderiam trabalhar dentro do seu corpo


Pesquisadores do Estado da Carolina do Norte criaram um novo tipo de dispositivo de memória macio, flexível, e que funciona como um memristor tem a consistência degelatina. Em outras palavras, é macio, flexível, funciona bem em ambientes úmidos e é muito bonito ideal para  dispositivos eletrônicos biocompatíveis que operam dentro ou em tecidos biológicos - e talvez de interface com eles.
Os protótipos do projeto ainda não foram equipados com muita memória , mas os pesquisadores dizem que eles tem capacidade. 

Este aspecto do material age como um memristor, que existe em um dos dois estados em um determinado momento, ou condutores resistivos. Estes dois estados podem representar os 1s e 0s do código binário do computador, e pode um dia ser usado para coisas programa para trabalhar sobre ou dentro do corpo humano, talvez em dispositivos deacompanhamento médico e sensores biológicos. 

Cientistas desenvolvem reagente que torna tecidos humanos invisíveis

Cientistas japoneses estão desenvolvendo um reagente químico que pode fazer com que os tecidos humanos fiquem transparentes, segundo o site Pop Sci.

Um grupo do Instituto Riken está testando o reagente Scale para conseguir enxergar através de tecidos. Por enquanto, ele funciona melhor em materiais mortos – até porque, devido a um alto grau de toxicidade, acaba matando um tecido vivo rapidamente.
Os cientistas estudam meios de fazer com que o reagente seja menos nocivos e funcione em tecidos vivos, sem causar efeitos secundários.
O objetivo do estudo não é criar uma legião de pessoas invisíveis. Porém, os cientistas acreditam que, podendo enxergar através da pele, será mais fácil analisar lesões internas, sem a necessidade de abrir o corpo.

Interferência magnética no celebro estimular comportamentos humanos


Pesquisadores da Estônia descobriram que aplicando ímãs em lados específicos do cérebro é possível estimular comportamentos em uma pessoa, como a sinceridade. 16 pessoas participaram do teste, sendo que metade teve ímãs colocados no lado direito do córtex pré-frontal dorsolateral, a parte que fica logo depois da testa.
Oito participantes foram absolutamente honestos quando perguntados sobre as cores que viram nos testes. Por outro lado, os outros voluntários, com ímãs do lado esquerdo, conseguiram mentir sobre o que viam. “Ímãs podem ser usados para corromper a moral do cérebro”, disse o doutor Liane Young, responsável pelo estudo.
Os cientistas tentam provar que escolhas de certo e errado não são tomadas apenas com base na fé e na filosofia, mas também na biologia. A tecnologia usada por pesquisadores doMIT se trata de uma técnica invasiva de estimulação magnética que corrompe uma parte do cérebro que fica bem atrás da orelha: a junção temporo-parietal direita, onde fica o compasso moral.

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